Gachiakuta — Episódio 9

Desde que descobrimos que Kei Urana, autora de Gachiakuta, é uma admiradora de Soul Eater, a expectativa era de que seu mangá apresentasse personagens tão cativantes, seja pelo visual ou pela personalidade, quanto os da obra de Atsushi Ōkubo. Para nossa alegria, essas expectativas vêm sendo plenamente atendidas.

No nono episódio do anime, acompanhamos uma conversa mais intimista entre Rudo e Riyo. A garota deixa claro que entende o quanto pais ruins podem prejudicar uma criança, sugerindo que talvez também tenha enfrentado dificuldades durante a infância. A aproximação entre os membros do grupo vem sendo trabalhada de forma bastante orgânica, e esse momento estreitou um pouco os laços da dupla de maneira tocante.

O episódio também apresentou um personagem de grande potencial: Remlin. A criança assume a responsabilidade de se tornar o novo Conjurador de Canvas Town, uma cidade onde artistas podem expressar livremente suas artes. Após chorar pela morte do antigo conjurador, Remlin surpreende ao afirmar que é hora de festejar, pois o falecido não gostaria de ver todos tristes. Essa atitude revela uma maturidade impressionante para sua pouca idade.

Se os protagonistas de Gachiakuta já conseguem prender a atenção desde o início e despertar curiosidade sobre aquele mundo, o anime mostra a cada episódio que Kei Urana também sabe criar coadjuvantes marcantes, e Remlin é mais um forte exemplo disso.

Além dos personagens, a obra segue surpreendendo com cenários criativos. Canvas Town é um dos pontos altos do episódio, com suas paredes coloridas e repletas de grafite, além da figura do Conjurador responsável por manter o local seguro. Até agora, aprendemos que cada pessoa tem um objeto único e individualizado, mas Canvas Town expande essa ideia ao revelar que a caneta dos magos é transmitida de mestre para discípulo, selecionados diretamente pelo mestre.

Nota geral do episódio: Excelente / Bom / Regular / Fraco / Ruim

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