E se o ciclo nunca tiver sido quebrado?
E se Ganondorf for uma vítima da maldição da Deusa?
Em Tears of the Kingdom, a Nintendo mostrou um Ganondorf mais humano, com origens detalhadas e até motivações compreensíveis. Mas e se ele não for apenas o vilão de sempre? E se, assim como Link e Zelda, ele também for parte de um ciclo eterno que o obriga a renascer… como antagonista?
A maldição de Demise continua
Desde Skyward Sword, sabemos que o Rei Demônio Demise lançou uma maldição sobre seus oponentes. Ele prometeu que seus espíritos renasceriam eternamente para se enfrentar: o espírito da deusa (Zelda), o herói escolhido (Link) e o seu próprio ódio — que assume forma em Ganondorf.
Mas e se essa maldição for mais do que um destino? E se for uma prisão para as três almas envolvidas? Ganondorf, então, não seria um vilão por escolha, mas por obrigação cósmica — condenado a repetir o papel do inimigo, não importa o que faça.
A possível quebra do ciclo
Tears of the Kingdom oferece brechas para essa leitura. A forma como Ganondorf é apresentado remete a um líder tribal traído e ressentido, que escolheu o caminho da destruição após perceber a hipocrisia do reino de Hyrule. O próprio jogo mostra ecos do passado se repetindo, como se tudo estivesse preso num teatro predestinado.
E se a verdadeira missão de Link não for apenas derrotar o mal, mas quebrar o ciclo inteiro? Isso explicaria os tons mais sombrios, o foco em viagens temporais e a constante sensação de “última chance”.
Ganondorf como trágico herói?
Em uma releitura mais ousada, Ganondorf poderia ser visto como um personagem trágico. Uma alma antiga presa no papel de vilão, desejando liberdade tanto quanto os heróis, mas sem poder escapar da sombra de Demise. O que o tornaria não apenas o inimigo final, mas talvez… a chave para libertar o mundo da maldição.

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